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O Pássaro da Tristeza

  • 24 de jan. de 2016
  • 1 min de leitura

Hoje encaro a Tristeza nos olhos... e lhe sorrio, docemente.

Trazendo vagarosamente suas palhas, este belo pássaro cinzento e noturno vem construindo seu ninho no meu coração. De vez em vez, ela lança no ar as vibrações melancólicas de seu canto... Ouço-as com atenção, pois a elas se une, com igual intervalo, a harmoniosa segunda voz do pássaro multicolorido da alegria. E juntas, estas vozes compõem o dueto sublime do equilíbrio. Juntas, elas revelam algo do mistério semi-perpétuo do Amor...

Mistério que lança o tempero da aventura à vida, convidando-nos à seriíssima brincadeira divina de desvendar aos risos e sorrisos o milagre inexprimível do existir.

E a este pássaro cinzento eu acolho, com gratidão. Pois um dia, incontáveis dias adiante – e logo amanhã – ele haverá de voar. E no seu vôo, permanecerei com o ninho da sabedoria e as plumas suaves da empatia.

Pois se a felicidade, em sua faceta mais profunda, (ainda) não pertence à Terra, tampouco há de pertencer a tristeza aos mundos adiante e acima. Uma vez entalhada à faca, a harpa permanece acariciando nossas almas na ampulheta das areias eternas.

À mestra dor, eu me reclino e agradeço.

Se meus troncos hão de tocar os céus da eternidade, enraizar-me-ei com felicidade tão fundo quanto forem estes infernos fugazes.

Hoje encaro a Tristeza nos olhos...

E lhe sorrio.


 
 
 

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